11 Dicas para eliminar carrapatos em cães

Muitas vezes utilizamos infinitos produtos e não resolvemos nosso problema. Pior, ouvimos milhares de conselhos, acreditamos em muitas propagandas e terminamos com nossos bolsos vazios. E o problema continua lá.
Com o carrapato é assim! Inúmeras opções, mas muitas vezes com pouca solução. – Você já se sentiu assim, né?!
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O que acontece, na maioria dos casos, não é que o produto é ineficaz, e sim o nosso manejo. É necessário conhecer o parasito para desenvolver um controle eficiente. Pensando nisso, resolvi trazer algumas informações sobre o Rhipicephalus sanguineus, o carrapato mais frequente encontrado em cães. – A partir de hoje, chega de infestações na casa dos meus leitores!


O ciclo de vida desse carrapato constitui-se de 3 formas parasitárias: larva, ninfa e adulto. Eu gosto de me referir a este ciclo como um “ping-pong” entre cão e ambiente. – Você deve estar se perguntando por que raios esse termo. Pois bem, tenha calma, eu irei explicar. Tirarei todos os termos técnicos para deixar a explicação mais simples possível, ok?!
Resumidamente acontece o seguinte:Picture1Obs: As formas parasitárias não se alimentam somente de sangue, também se alimentam de linfa e restos de células.
Mas pra que toda essa aula de parasitologia?
Se reparamos, uma parte considerável da vida do carrapato acontece no ambiente. E somente fazendo o controle eficiente das formas que estão “fora do cachorro”, é que iremos conseguir controlar a situação. – Estima-se que 95% dos parasitos estejam no ambiente e não no cachorro.
653813-Os-carrpatos-podem-parasitar-humanos-e-causar-várias-doenças.
Primeira dica: Colocou remédio indicado pelo médico veterinário no seu cachorro? Então esse cão deverá voltar imediatamente para o local aonde ele vive (dentro de casa, no quintal ou nos dois). Deixe o acesso livre, pois somente assim as formas parasitárias irão “subir” no animal e consequentemente entrarão em contato com o remédio. É importante também respeitar o número de aplicações e intervalos indicados, se não nada vai adiantar – E todos os cães que vivem no ambiente devem utilizar o remédio carrapaticida. Geralmente eles são pour on, talcos, coleiras ou sabonetes.
Segunda dica: Livre-se de todos os panos, caminhas, cobertores, ursinhos de pelúcia e brinquedos de pano que seu cachorro tiver. Depois que a infestação passar, você compra outros. Esses locais são ótimos esconderijos para o parasito! – Há alguns profissionais que recomendam a queima desses pertences, porém eu particularmente não sou muito fã de incinerar as coisas. Enfim, jogue fora bem embalado ou queime. Independentemente do método, livre-se disso!
Terceira dica: Limpeza é a mais nova regra inviolável do local! É necessário varrer e aspirar o chão e os móveis, como por exemplo o sofá. Como dito, os carrapatos se alimentam também de restos celulares e por isso podem viver muito tempo no ambiente. Quanto maior a frequência de limpeza, melhor!
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Quarta dica: Utilize para complementar a limpeza, um carrapaticida ambiental (eu uso o K-Othrine SC e já fiz review dele aqui no blog). Faça de três a quatro aplicações com intervalos de 14 dias. Para evitar intoxicação, mantenha os animais afastados do local durante, no mínimo, quatro horas. – Os intervalos de aplicação estão relacionados com o ciclo de vida do parasito.
Quinta dica: O Rhipicephalus sanguineus possui o que chamamos de geotropismo negativo. Isso significa que ele tem uma tendência de ir “contra” a terra (traduzindo: ele sobe paredes, muros etc). Então na hora de limpeza e de utilizar o carrapaticida, não esqueça as paredes, o teto e todas as frestas que você encontrar. Na hora de limpar a casinha do cachorro, o mesmo lembrete é válido!
Sexta dica: Se você mora em casa, muito provavelmente seus vizinhos também tem problemas com carrapatos. Para um controle efetivo, todos devem se unir e realizar o manejo corretamente. – Não vai adiantar de nada você fazer tudo certinho e o morador do lado não. O carrapato tem tendência de subir muros e vai passar do terreno dele para o seu.
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Sétima dica: Caso você more em locais com jardins, gramados e áreas extensas, priorize a aplicação de remédios no animal, pois não é viável e nem aconselhável aplicar carrapaticidas diretamente no solo. Dentro de casa você pode usar, tomando todo cuidado para não intoxicar as pessoas e os animais que habitam o local. – Lembrando que o carrapaticida para o ambiente é um e para o cachorro é outro. Eles podem até ter o mesmo princípio ativo, porém são em concentrações diferentes.
Oitava dica: Se você tem tapetes, e o descarte está fora de cogitação, pulverize-os nos mesmos dias que usar o carrapaticida e deixe-os secar fora de casa. Após aspirá-los diariamente, coloque-os para tomar algumas de Sol, isso ajuda. – E se você tem carpete … Ok, desista de fazer controle. Eliminar uma infestação em um local com carpete é praticamente impossível.
Nona dica: Evite tratamentos com Amitraz, somente em caso de indicação do médico veterinário. Esse composto é o mais tóxico e instável na luz solar, e quando exposto aos raios UV se torna um composto ainda mais tóxico. – Dê preferência aos piretróides.
Décima dica: Todos os cães que vivem no local devem consultar o médico veterinário, pois o carrapato transmite uma série de doenças. Quanto mais rápido o diagnóstico, mais chances seu cachorro tem de voltar a ficar saudável.
Décima primeira dica: Ficar atento as áreas preferenciais de fixação dos carrapatos nos cães. São elas: Pescoço e cabeça, principalmente nas orelhas, no dorso, nas axilas e nos espaços interdigitais (entre os dedinhos).
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Uffaaa! E finalmente as dicas chegaram ao fim. Espero que tenha sido útil, que tenha ajudado.
Se esse texto te ajudou, COMENTE, vou ficar muito feliz em saber. E caso tenha algum conhecido passando aperto com carrapatos em seus cães, COMPARTILHE o post.

Fonte: www.divaveterinario.com.br
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